Matéria retirada da Revista da Folha, edição de 30 de março de 2008
O esporte de aventura começou a se difundir no Brasil nos anos 90. Hoje, somente no estado de São Paulo, são dez circuitos diferentes de provas, com etapas que mobilizam mensalmente cerca de 1.400 participantes. No Brasil esse número chega a 7.000 adeptos.
O enduro a pé não é uma corrida. Quem chega adiantado é penalizado com dois pontos por cada segundo a menos no tempo estipulado para a prova. Os atrasados também perdem um ponto por segundo. Vence quem, ao final do percurso, tiver perdido menos pontos.
Entre deslocamento, uniformes e inscrições nas provas, uma equipe chega a gastar cerca de R$600 em uma etapa, dependendo do número de participantes. Como o enduro a pé é um esporte em que o atleta paga para competir, o nível socioeconômico de quem o pratica é mais elevado. Há médicos, advogados, engenheiros e empresários entre os praticantes. Gente que leva tão a sério o esporte que treina semanalmente e busca bom desempenho em todas as provas.